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Fotógrafos
baianos integram programação dos 500 anos em São Paulo
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O Quê:
Mostra Fotográfica - O Negro de Corpo e Alma
Quando: de 23 de abril a 7 de setembro
Onde: Pavilhão Manoel da Nóbrega - Ibirapuera
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A
programação oficial dos 500 anos do Brasil prepara uma mega exposição
de artistas brasileiros no Ibirapuera, em São Paulo. O evento tem a dimensão
de uma Bienal, e estará reunindo pintores, escultores e fotógrafos, para
mostrar suas visões do Brasil 500 anos. Para compor uma exposição de fotos,
que tem como tema O Negro de Corpo e Alma, o baiano Emanuel de Araújo,
convidou quatorze fotógrafos, cinco deles vem da Bahia.
Os fotógrafos baianos Bauer Sá, Adenor Gondim, Lita Cerqueira e Carla
Osório, além de Fábio Domingues, carioca que aportou há pouco tempo
em terras baianas, integram o time de convidados para mostra. Em comum
eles tem os seus olhares voltados para o universo afro brasileiro. A diferença
está na abordagem, na técnica e no estilo de cada um. Juntos eles vão
mostrar a cara da Bahia negra num momento histórico e polêmico para todo
o país. site |
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Lita Cerqueira, Adenor Gondim,
Fabio Esteves, Bauer Sá e Carla Osório.
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| O
fotógrafo Bauer Sá, um velho conhecido dos baianos, retrata com
a sua linguagem poética os traços da africanidade presentes no negro
brasileiro.Com imagens produzidas em estúdio fotográfico Bauer,
através dos milagres que a câmera escura pode operar, transforma
pessoas em divindades. Um trabalho extremamente autoral, mítico
sensual e político. |
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| Outro
fotógrafo bastante conhecido por suas celebres imagens da Irmandade
de Boa Morte, é o baiano Adenor Gondim. Para o aniversário do Brasil,
ele preparou imagens inéditas da Irmandade, que congrega as senhoras
negras devotas da Nossa Senhora da Boa Morte. Seu engajamento fotográfico
lhe rendeu um grandioso acervo em quinze anos de dedicação a esse
patrimônio vivo da humanidade. |
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| Lita
Cerqueira retratou personagens do cotidiano. Ela percorreu feiras
do interior Bahia, ruas e praças da velha São Salvador, em busca
de instantâneos de homens, mulheres e crianças. O gosto pelo cotidiano
Lita herdou do cinema, com quem trabalhou com grandes nomes como
Glauber Rocha, e da sua produção de cartões postais que circulam
por vários países mostrando o que o Brasil tem de melhor, a sua
gente. |
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| A
repórter fotográfica Carla Osório retornou para Bahia há cerca de
um ano e meio, onde vem desenvolvendo um trabalho de documentação
fotográfica sobre religiosidade afro-baiana. Para esta mostra ela
trás um ensaio fotográfico com crianças pertencentes das comunidade
terreiros como o Ilê Axé Opô Afonjá, Ilê Axé Jitolu e Gantois. Nas
imagens as crianças são apresentadas como os herdeiros desta cultura
ancestral africana no Brasil. |
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Fotógrafo
de moda, do eixo Rio São Paulo, Fábio Domingues escolheu pessoas
comuns estudantes, domésticas, secretárias , músicos para viverem
seus minutos de fama. O carioca, que escolheu Itapuã para morar
e se inspirar, aproveitou para utilizar, além do estúdio fotográfico,
os belos cenários da bairro, como a lagoa do Abaeté. O resultado
é um trabalho ousado com corpos negros nus e almas expostas.
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O curador
da mostra, o fotógrafo carioca Water Firmo, considera este trabalho uma
referência na fotografia do negro sobre o negro, sendo assim está sendo
preparado um catálogo de 360 páginas reunindo imagens e textos. " A pretensão
do caminho a se descortinar é, sobretudo, abrir o cofre do olho negro
do fotógrafo homem/ mulher afro-brasileira, e olhar como ele vê a si mesmo,
depurando ou não a sua própria imagem", diz ele. |
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