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Sem visto e sem vacina,
por essas terras asiáticas, com amores quase febris, num sol de
quase maio, eu vou... A música de Caetano não me saía
da cabeça e me acompanhou durante todo o tempo. Após escala
de um dia na ensolarada Lisboa compartilho de uma mesma emoção
com meus companheiros de viagem. Apesar do conforto da primeira classe
do Airbus da Tap, a viagem é longa e a taquicardia inevitável.
Dezessete horas de vôo, via Bruxelas, provocam na viagem a favor
do fuso, o indesejável efeito do "jet lag". Cheguei a
Macau moído de cansaço e totalmente emocionado com a perspectiva
que se avizinhava. Afinal de contas eu estava do outro lado do mundo!
Carregava comigo a impressão que iria para uma terra portuguesa,
com caras conhecidas e expressões familiares. Lêdo engano,
afinal aquele lugar era mesmo na China!
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