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Preservação
de Acervos Fotográficos
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Por
Joana Mazza
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"O primeiro problema para a maioria dos fotógrafos reside em adequar o seu material fotográfico dentro de normas de preservação. Muitos de nós não tivemos acesso às informações sobre conservação e encontramos todo o material em situação precária - com fungos, manchado, mal processado, guardado de modo inadequado, etc." Millard W. L. Schisler |
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A precaução é a melhor forma de prolongar a vida do material fotográfico. Certamente o ideal seria que todo fotógrafo recebesse em sua formação os conhecimentos necessários para realizar a melhor forma de conservação possível de seu próprio acervo, pois os danos causados como, por exemplo, má conservação e manuseio inadequado, costumam deixar marcas irreversíveis. Recomendo então um trabalho de precaução, ou seja, trabalhar para que o acervo seja protegido na medida do possível, e esses danos descritos pelo Sr° Millard Schisler sejam minimizados ao máximo, ou talvez eliminá-los pela raiz. A primeira preocupação para a permanência estável de uma imagem fotográfica está relacionada com o processamento realizado corretamente em todas as etapas do laboratório, principalmente no que tange a questão da interrupção, fixação e lavagem. Se essas etapas não tiverem sido realizadas corretamente todo o programa para a conservação não será suficiente para conservar essa imagem, pois ela estará condenada deste o princípio. O material fotográfico é por natureza instável, delicado e suscetível a reações químicas e físicas. O princípio de preservação fundamental é proteger esse material de danos. Sejam eles causados pela luz, poeira, materiais de contato direto inadequados, manuseio inadequado e variações de umidade e temperatura. Proprietários de acervos em cidades como o Rio de Janeiro que é quente e úmido tem mais problemas com que se preocupar do que os casos localizados em cidades secas e frias. Pois altas taxas de temperaturas e umidade potencializam reações químicas. Extremamente prejudicial é também grande variação de índices de temperatura e umidade, causada, por exemplo, pelo uso de aparelhos de ar condicionado em apenas parte do dia. Um passo importante é saber quais materiais podem estar em contato direto ou indireto e quais são terminantemente condenados a permanecer bem longe do acervo. Os que podem ser usados para a montagem e guarda devem ser limpos, quimicamente neutro, e sempre reversíveis. E os que não podem: todo o resto como durex, cola comum, clipes, cartão ácido, canetas (salvo algumas específicas em casos especiais) e etc.
A orientação para mudar os hábitos e lidar com materiais que costumam estar fora do cotidiano normal pode causar um certo pânico no começo, mas com o tempo todo mundo se acostuma com novos métodos, principalmente quando os resultados aparecem claros aos olhos de qualquer um. Muitos são os passos seguintes para a elaboração de um projeto de preservação como a observação e análise do acervo; controle de ambiente; organização; acondicionamento; controle das condições de uso; cópia e duplicação e reparação de peças danificadas. Entretanto
esses passos são muito complexos para serem definidos nesse breve
texto. Abreu, Ana Lúcia de - Acondicionamento e Guarda de Acervos Fotográficos - Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2000. Burgi, Sérgio - Introdução à Preservação e Conservação de Acervos Fotográficos - Rio de Janeiro: Funarte, 1988. Cadernos Técnicos de Conservação Fotográfica, 1; 2; 3; 4 / Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte. - Rio de Janeiro: Funarte, 1997. Pavão, Luis - Conservação de Colecções de Fotografia - Portugal: Dinalivros, 1997. Schisler, Millard W. L. - Revelação em Preto e Branco: A imagem com qualidade - São Paulo : Martins Fontes, 1995. |
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