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Popularmente, estas são denominações curiosas atribuídas ao
fotógrafo instantâneo, figura hoje, diante do avanço das novas
tecnologias, praticamente em extinção. Nesse novo universo,
onde os processos fotográficos estão cada vez mais avançados
– basta o exemplo da fotografia digitalizada – o popular lambe-lambe
perde espaço, principalmente por não ser possível trabalhar
com a foto colorida, em função da exigência de um processo muito
mais preciso e complexo.
Resistindo ao tempo, alguns deles ainda estão espalhados pelo
Brasil. Recife que chegou a ter 60 lambe-lambes, tem, hoje,
quatro deles. Em Campina Grande, dos dez existentes até a década
passada, só resta um. Em Natal, a figura do lambe-lambe já está
em extinção há quinze anos. Já nessa época, existia apenas um.
Até um ano atrás, ele chegava a fazer ponto na Ribeira. Hoje
se aposentou e deixou para trás a arte de fotografar instantaneamente.
Na tentativa de resgatar um pouco da história do fotógrafo instantâneo,
a equipe d’O Foco esteve em João Pessoa e se deparou com uma
infeliz realidade. Dos 40 lambe-lambes que existiram nessa cidade,
há bem pouco tempo, restam apenas nove. E destes nove, apenas
um usa o processo instantâneo. Os demais usam as antigas câmeras,
apenas como fachadas para chamar atenção da clientela. Esse
foi um dos motivos que dificultou nossa reportagem.
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