Linhas.Curvas.Sombra.Grafismo.
Elementos servindo de contra-ponto.
Há , nestas fotos , a tentativa de trabalhar com várias abordagens para o nexo que lhes dá unidade:o corpo feminino.
Mas existe outra preocupação.Dar a ele um enigma.
O mistério que faz da arte algo único ; o "duende"de que falava García Lorca.
Parto da tese de que as partes falam por si só.De que as pernas, os seios,as nádegas , parecem se-desprender de suas donas com vontade própria.
E que ,embora, sabedores que somos de que o inteleto é uma forma de beleza, esta que aqui apresento tenta se aproximar às palavras finais do famoso poema de Keats:

"a beleza é verdade , a verdade é beleza
e nada mais importa saber sobre a Terra."

Valdir Peyceré
 
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