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Dos diques, canais, tulipas e moinhos
nada ficou em mim.
Marcante foi perceber a intensidade e sentir,
do bom e do mal, de fora e de dentro.
Intimista, a minha passagem no cenário dutch foi o início da
minha revolução.
Dos prazeres, ao fechar os olhos posso sentir ainda, o som do
pedalar na minha bicicleta,
a madrugada e o vento frio nas bochechas,
o nariz gelado,
o suor quente escorrendo no corpo,
o coração disparado,
o som do tram,
o tec-tec-tec dos sinais para cegos,
Rotterdam e a solidão,
o jazz no Dizzy,
o relógio da capela,
o burburinho no Dudok,
o sabor dos cogumelos picantes,
da cerveja,
do iogurte,
do jamaicano,
a luz da rua, a luz do Pathé,
a luz da Erasmus,
a música tecno,
a felicidade de andar na garupa feito criança,
Amsterdam com sol,
Amsterdam fria,
fotografia,
as gaivotas conversando,
os barcos e navios,
o rio Maas,
o terraço da Erasmus House,
a Centraal Station iluminada
e o céu de Van Gogh como nos quadros, fosforescente!
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