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Amanhece
na grande cidade.
A previsão é de tempo bom, céu azul sem nebulosidade.
Aos poucos o sol escala a linha de prédios no horizonte
e seus raios se espalham sobre tráfego intenso das avenidas.
A cidade se banha de luz e pega uma cor. Ao meio dia,
o céu azul, o sol na cabeça, o suor na cara. Entre curvas
e avenidas sinuosas, a cidade se desnuda em grandes painéis.
A cidade esconde segredos em cada esquina, preserva recantos
e recatos do passado. A cidade generosa, abrigando sob
o mesmo teto, sob pontes e viadutos, gregos e troianos,
nordestinos e italianos, toda a gente e o indigente. A
tarde cai e a luz dourada alonga as sombras, projetando
a noite. Lua e ruas iluminadas anunciam o fim do dia.
Vou para casa descansar o corpo. Meus olhos não se cansam
de tanta diversidade e continuam abertos, a ver a cidade
dos meus sonhos.
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