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CARNAVAL
NA LONA Carnaval na lona é um inventário antropólogico da fantasia carioca. Rogério Reis deixa o sambódromo e a alegria pré-fabricada dos desfiles oficiais e monta sua "caixa do tempo". Diante de uma lona, em geral pendurada nos fundos de qualquer banca de jornal, o folião interpreta seus desejos, critica a sociedade e mostra sua identidade de forma espontânea. Esse projeto é feito há dez anos em três regiões distintas do Rio de Janeiro. A zona sul reflete o espírito gay. O centro financeiro da cidade, mais especificamente a avenida Rio Branco, é cenário para a crítica ao Poder Público e ao humor relativo a momentos televisivos. A zona norte, em Campo Grande, concentra geralmente as fantasias simples, de papel ou apliques simbólicos de baixo custo.
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